As 5 características do consumidor moderno

As 5 características do consumidor moderno

Você, certamente, passou anos acreditando que o ser humano era o único animal racional, não passou? Todos nós passamos, pode ficar tranquilo, mas hoje sabemos que isso não é verdade!

penso, logo existo

Em contraste com esse modelo de pensamento mais antigo, a neurociência acredita que nós não somos cem por cento racionais. Na verdade, muitas de nossas decisões são influenciadas por aspectos emocionais, que são processados de maneira inconsciente e, sequer podem ser verbalizados.

Aceitar que o ser humano não é racional, mas sim emocional e intuitivo, significa que é necessário repensarmos a maneira como tentamos entender o comportamento dos nossos consumidores. Para isso, surgem diversas ferramentas de pesquisa complementares à pesquisa tradicional, como o Neuromarketing.

A seguir, apresentamos 5 premissas do Marketing que mudaram junto com alterações do modelo de consumidor, que passa de racional à emocional e intuitivo, extraídas do livro “Neuromarketing for Dummies” (Genco, Pohlmann & Steid, 2013), uma das maiores referências no assunto.

 

#1 Nós pensamos sobre o que compramos e tomamos decisões baseadas na relação custo/benefício.

O que mudou: Na verdade, nós não passamos muito tempo pensando sobre aquilo que compramos. Grande parte das decisões que tomamos é guiada por hábitos, impulsos, memórias de experiências passadas e emoções.

 

#2 Nós temos que prestar atenção em anúncios e mensagens do Marketing para que eles funcionem.

O que mudou: O consumidor evita mensagens do Marketing, tanto de forma ativa, quanto passiva. A atenção é muito importante para despertar o interesse em novos produtos, embalagens e em anúncios mas pode diminuir a sensação de familiaridade e a naturalidade com que estímulos são processados. Chamar a atenção do seu consumidor pode funcionar a favor ou contra o marketing, tudo depende do seu objetivo.

#3 Nossa preferências são relativamente estáveis e podem ser alteradas por argumentos persuasivos.

O que mudou: Nossas preferências são fracas e podem ser facilmente alteradas, sem qualquer tipo de persuasão. As preferências não partem de processos analíticos e lógicos, mas sim, de experiências passadas e de nossas emoções e sentimentos. A preferência do ser humano, inclusive, pode ser muito inconsistente. É normal um consumidor dizer que prefere a marca A à Marca B, a B à C, mas prefere a marca C à A.

 

#4 Conseguimos nos lembrar de maneira precisa de nossas experiências passadas e das mensagens que recebemos de anúncios e do Marketing.

O que mudou: Nossa memória é defeituosa, não é à toa que muitas vezes afirmamos lembrar de algo que não aconteceu e que trocamos as pessoas, lugares e vários outros elementos presentes na memória.

 

#5 Nós temos acesso consciente ao estado mental que guia nosso comportamento, opiniões e crenças.

O que mudou: Temos um excesso de confiança sobre o nosso autoconhecimento e estamos errados. Aproximadamente 95% do nosso processamento cerebral ocorre de maneira inconsciente e nós não temos acesso a muitas informações que guiam nosso comportamento, opiniões e crenças.

O novo modelo de consumidor, emocional e intuitivo, traz novos desafios para a Pesquisa de Mercado, mas contribui com informações muito mais assertivas aos profissionais de Marketing. O Neuromarketing entende e explica como esse novo modelo pode ajudar no desenvolvimento de novas teorias e como consumidores reais fazem escolhas reais no mercado moderno.

Quer saber mais sobre como o Neuromarketing pode te ajudar a entender o consumidor? Então acesse o post Neuromarketing: desvendando a mente do consumidor

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