As experiências de hoje, o sucesso das marcas de amanhã

As experiências de hoje, o sucesso das marcas de amanhã

Ultimamente têm se falado muito sobre como vivemos na Era da Experiência, não é? Aqui mesmo no blog nós já conversamos sobre alguns aspectos desse cenário em que vivemos, e hoje eu gostaria de conversar um pouco mais com você sobre a importância das marcas em construir experiências marcantes para os consumidores e o que algumas delas estão fazendo nesse sentido.

Arthur, o que você quer dizer com Era da Experiência? Bem, há alguns anos foi proposto pelos pesquisadores B. Joseph Pine e James H. Gilmore que a economia sofreu uma série de transformações ao longo do tempo que nos trouxe ao que é conhecido como Economia da Experiência. A ideia principal é de que os produtos que consumimos foram ganhando valor agregado, mas à medida que o mercado se estabilizava e a oferta se tornava semelhante entre todas as marcas, um novo passo surgiu para diferenciar a oferta (e lutar contra o que é conhecido como comoditização). Foi dessa forma que passamos da venda de commodities para 1) a oferta de bens de consumo processados, 2) a venda de bens de consumo para a oferta de serviços, e finalmente 3) a oferta de serviços para a promoção de experiências.

A lição que tiramos dessa evolução é de que os consumidores não estão apenas interessados em consumir bens de consumo ou serviços. Eles querem que o momento da compra ou qualquer ponto de contato com uma marca seja uma experiência, algo capaz de chamar sua atenção, de emocionar e de ficar em sua memória. Ou seja, hoje em dia, para que uma marca realmente impacte seu consumidor, ela precisa assumir a posição de promotora de experiências diferenciadas e únicas.

Talvez você esteja se questionando sobre o que isso pode ter a ver com neurociência ou neuromarketing, e o caso é: tem tudo a ver! A neurociência e os estudos do comportamento humano são áreas capazes de indicar de maneira mais eficiente aquilo que consegue chamar a atenção, emocionar e ficar na memória do consumidor. Inclusive, a base da efetividade desses momentos de experiência é altamente relacionada com a maneira como nosso cérebro funciona. A utilização de diferentes estímulos sensoriais, o ambiente de ponto de venda imersivo e outros vários recursos funcionam justamente pela maneira como nosso cérebro agrega essas informações, linkando as experiências positivas às marcas que a promoveram. Tudo aquilo necessário para um bom relacionamento entre consumidor e marca, certo?

Já deu para visualizar a importância de promover experiências, né? Muitas marcas já entenderam o recado, e investem em experiências para o consumidor. Um exemplo disso é a matéria que li no site do Meio & Mensagem. A matéria contava sobre uma ação da Nespresso, que no lançamento de sua cápsula de café para bebida gelada, abriu uma summer house para degustação dos consumidores. No ambiente os consumidores podem experimentar receitas feitas com a nova cápsula, enquanto assistem a shows e eventos. É justamente esse tipo de ação que é capaz de construir uma experiência única e diferenciada.

Ficou interessado e quer ler mais sobre isso? Olha aqui embaixo:

A Era da Experiência

– A origem da melhor experiência de consumo: os neurônios espelho

As experiências de hoje, o sucesso das marcas de amanhã