As preferências do consumidor: redondo ou quadrado?

As preferências do consumidor: redondo ou quadrado?

A primeira impressão pode até não ser a que fica, mas ela, com certeza, é marcante e pode influenciar a nossa tomada de decisão.

Todas as nossas preferências são influenciadas por muitos fatores, como simetria, familiaridade, contraste e complexidade dos objetos, somado a tudo o que aprendemos com experiências anteriores. Diante do excesso de informação a que somos expostos no nosso dia-a-dia, se você quer vender um produto, é extremamente importante que ele chame a atenção do consumidor e cause uma boa primeira impressão, que é formada através de “pistas” visuais, detectadas quase que instantaneamente e sem percebermos, ou seja, de forma inconsciente. Mas se essas informações são processadas de forma inconsciente, como fazemos para saber se um produto agradará, ou não, os consumidores?

Existem diversas maneiras, mas hoje vamos nos ater ao design dos produtos. Para entender como as formas de objetos influenciam as preferências do consumidor, pesquisadores de neurociência da Universidade de Harvard realizaram uma série de pesquisas, comparando objetos pontiagudos com objetos mais arredondados. Os resultados mostraram uma preferência declarada muito maior pelos objetos com formato arredondado. Além disso, quando os participantes observavam as imagens dos objetos pontiagudos, havia uma ativação mais intensa de uma região cerebral chamada amígdala, que está associada a respostas de medo e ao processamento de eventos emocionalmente importantes.

Os pesquisadores concluíram que a maior ativação da amígdala, durante a visualização dos objetos pontiagudos, pode estar associada a uma percepção inconsciente de perigo, já que materiais que furam e cortam, como facas, arames e canivetes, geralmente possuem esse formato. Os resultados indicam um aprendizado evolutivo, ou seja, o nosso cérebro pode ter “aprendido”, durante a evolução, a detectar e afastar esses estímulos ameaçadores.

Pesquisas anteriores já haviam demonstrado que um design arredondado no interior de carros aumentava as chances de a experiência de consumo ser positiva. Além disso, outras pesquisas apontam que diversas características sensoriais de produtos manufaturados, como textura, forma e cor, podem ser modificadas para gerar diferentes tipos de emoção no consumidor.

Podemos observar que nem sempre temos consciência do porquê preferimos um determinado objeto a outro, o que traz implicações diretas para diversas etapas da criação de produtos.

Agora, voltando a questão anterior, como fazemos para saber se um produto agradará, ou não, os consumidores? Combinando diversas técnicas de pesquisas, que permitem acessar informações disponíveis no inconsciente do consumidor e compreender seus desejos e necessidades mais profundos.

Quer saber mais sobre como entender o inconsciente do consumidor? Você vai gostar do artigo: Neuromarketing: desvendando a mente do consumidor

As preferências do consumidor: redondo ou quadrado?